domingo, 10 de maio de 2015

Divagações de Martinha

 

EU E NORA, NORA E EU

 

Então….depois de muito postergar, eis que resolvo desafiar as teclas do meu computador, para narrar o episódio mais emocionalmente literário da minha vida.

Claro…somos pessoas muito dramáticas….eu que o diga. Então, eleve à máxima potência a minha sensação, baseada no meu relato. Relatos reais. Juro.

Lá estava eu…na verdade, cá estava eu…à toa na lagoa….tranquilo no mamilo, quando pesquisando loucamente na agenda social de Nora Roberts, detectei as datas dos booksignings dela. Ano passado, quando estive em um booksigning fodástico em NY, cheguei a ver se a data coincidiria com uma possível data com ela. Não rolou. Infelizmente. Poréeeeeeem, a coisa não saiu da minha cabeça e ficou ali…fermentando…dando uma martelada…

Vadiando na internet, entrei no site da livraria da tia Nora ( yeap….ela tem uma livraria…) e percebi que uma determinada data seria embaraçosamente viável. Hahahaha….mandei mensagem pra minha amiga :

“- Hey, prepara um quarto ai pra mim.

- Okay.

- E prepara a mala também pra gente catar uma estrada e descer até Maryland pra visitar a tia Nora Roberts.

- Okay. “

 

Fácil assim. Liguei. Marquei. Pesquisei. Chorei ( com a merda da alta do dólar fela da Pucca…). Arquitetei. Marquei. Comprei. Embarquei e voilá….lá estava eu novamente em NY….eu e NY temos uma história de amor muito linda…

Minhas friends me pegaram no airport, ficamos na vadiagem por alguns dias antes do dia derradeiro, e eu apenas e simplesmente assim, roí minhas unhas super bem manicuradas dias antes da viagem. Era pra que estivessem fabulosas, tipo…uau…que unhas lindas vc tem…bleeeee….esmalte não durou nada, tudo foi quebrando e o temor do grande dia me fez roer singelamente…

Okay. Chegou o sábado esperado. A cidade para onde deveríamos nos dirigir era cerca de 4 horas de distância de New Jersey. Nós tivemos que pegar a estrada pra Boonsboro, no estado de Maryland, terra onde nossa diva literária reside e reina absoluta.

Okay. O evento começaria ao meio dia. As senhas seriam distribuídas a partir das dez horas da manhã.O que fez com que nós tivéssemos que acordar às 4 e 45 da madruga. Hahahahaha… Em meu primeiro encontro matinal ( madrugador, na verdade…) , a caminho do banheiro, eis que me encontro com minha amiga hospedeira desta criatura que vos tecla. Ela me olha, completamente descabelada e me dá um abraço.

“-Bom dia…I don’t like you anymore…”

Meigo assim. Hahahaha…Eu já tinha feito a loka se aventurar por New York, que ela odeia de paixão e naquele momento eu estava fazendo com que ela levantasse de madrugada.

Passamos num Dunkin Donuts 24 horas ( adooooooooro), nos entupimos de café e açúcar e uhuuuuu! caímos na estrada. Eu, ela, o Mr. Rabbit ( maridovsky da minha amiga), a Belle ( a filha) e a Sarah ( a neta).

Gente…que paisagem linda. Espetacular…Estupenda….Sensacional…Empolgante…oi? gatas…eu dormi a viagem inteira….só acordava quando o carro parava para a pausa do xixi. E lá ia eu, walking dead, divando nos estabelecimentos norte americanos. Sério…eu tenho uma dificuldade absurda de ficar acordada em viagem de carro. Sou a pior co-pilota do planeta. E companhia automobilistica tb…hahahahahah…

Eis que repentinamente o sono se foi. Porque nosso adorável GPS nos alertou da chegada iminente ao local. A paisagem bucólica foi tomando conta do ambiente e nos trazendo ao clima. Eu, na verdade…a loka é tão loka que nunca havia lido nada de nossa Nora Roberts. Loka. Loka, loka, loka.

Quando adentramos na avenida principal, consegui visualizar a fila ambulante que já se formava de fora da livraria Turn the Book Page. Eu e minha amiga gritamos com nosso motorista para que parásse ali mesmo que estaríamos saltando como gazelas saltitantes…claro que ele não fez isso. Ele disse que não queria morrer de vergonha. Hahahahaha…

Okay. Pegamos nossas senhas. Conseguimos entrar na referida livraria, adquirimos nossos exemplares ( caros pra caráaaaaaaai!!!) e ficamos na espera da hora que deveríamos voltar para o recinto para o momento autógrafo.

Yeap. Organizado desse jeito. Pra não tumultuar. Só digo uma coisa…enquanto eu estava ali adquirindo meus singelos livrinhos, eis que vejo o marido de dona Nora Roberts subindo as escadinhas…meu coração acelerou…não que ele seja um Roarke, claro…mas porque se ele estava ali, muito provavelmente, ela também estivesse….emoção…lalalalallala…

Eu e minha friend demos um rolé na avenida ( cidade histórica, pequena…daquelas que quando vc passa a segunda marcha do carro, tu já saiu da cidade…), almoçamos, fizemos a digestão e congelamos um pouco no exterior gélido…

Quando chegou nossa vez, nos enfileiramos lindamente e ficamos batendo uma fofoca crazy “Kazamiga” que estavam ali atrás de nós. Conversa vai, conversa vem…minha amiga fala pra outra que eu sou escritora no Brasil, diz que já lancei o terceiro livro, que eu estava ali só pra ver a Nora e tchururu…e adivinhem? não…vcs nunca vão adivinhar se eu não contar. hahahahhaha….a adorável senhora me pediu para autografar a bolsa dela! Ao lado dos autógrafos que já estavam ali! Quase morri. Hiperventilei. Foi mó emoção.

Okay. Até aí, eu estava de boa…havia uma parede entre minha vista e a diva. Quando chegamos na escadinha que nos dava acesso ao local onde eles estavam, e quando digo eles é porque Jennifer Probst, Robbie Kaye, Shayla Black e outros escritores, estavam ali enfileirados também, meu coração foi martelando.

Meus olhinhos buscavam incessantemente a imagem da mulher que pra mim é um ícone da literatura florzinha de mulherzinha gracinha. Quando meus olhos alcançavam aqueles cabelos ruivos, senti lagriminhas querendo deslizar pela minha bochecha antes congelada.

“- Dea…

- O que foi?

- Acho que tô passando mal…

- What? “

 

Quando ela olhou pra mim, minha bochecha estava vermelha, e juro…achei que fosse desmaiar de emoção …comecei a sentir minha pressão em queda súbita e brusca…falei…”tô com medo de desmaiar…”

O que a loka falou? “ Se tu desmaiar eu saio correndo daqui na hora!” Meiga assim. Hahahahahah…

Na verdade, ela estava temerosa que eu revelasse à Nora que ela nunca havia lido nada dela. Hahahahaha…estava louca pra fugir dali com medinho…

Enfim…minha bolsa pra ser autografada estava passando de mão em mão, sendo autografada, os escritores tentando fazer um contato com moi, porém eu só tinha olhos para ela. OH.MY.GOD.

Ela olhou pra mim! E disse: “I really loved your hair and your hat.”

OH.MY.GOD.

OI? fiquei sem fala…acho que corei e só sacudi a cabeça e agradeci…e obvio…como eu imaginei que eu pudesse congelar de pavor, fiz uma camiseta no Brasil, com os seguintes dizeres: 

I Came here from Brazil, only to see YOU!

Yeap. Brega assim. Mas pelo menos falou mais do que eu que travei a língua.

Nesse meio tempo, sabe o que minha amiga mais fazia? ria. Porque eu falava o tempo todo que eu ficaria “congelada”. Tipo….I Freezed. Whatever…something like that…e eu parava como uma estátua de cera digna do Madame Thussaud. Hahahahahahaha….

Enfim…quando por fim a comoção arrefeceu, os assessores dela ficaram excitados porque eu era uma “nativa” do Brasil …hahahahahahah, eu pedi para tirar foto com ela, que aceitou lindamente e pude falar aos trancos e barrancos no meu inglês mais do que emocionado, que ela era a razão pela qual eu havia me apaixonado por ler e por fim, escrever minhas próprias histórias.

Uau. Até hoje a sensação é de surrealismo. Tipo. Oi? eu falei pouco. Eu abracei ela muito pouco. Eu tirei só duas fotos do lado dela…saco. Mas será uma data inesquecível para os anais da minha história de vida pessoal. O dia em que conheci NORA ROBERTS/ JD ROBB. AWESOME!!!!

Respondendo às eventuais perguntas:

* Sim, ela é mais velha ao vivo. As fotos dos livros são puro photoshop, mas quem se importa?

* Ela tem a voz rouca de fumante. Isso eu já sabia porque como fisioterapeuta respiratória, eu sei identificar alguns sinais, como as unhas dela, por exemplo. Mas a voz só confirmou. A voz é sexy, by the way.

* Ela é da minha altura, mas no dia manteve-se sentadinha. E eu lá ia ser louca de pedir pra ela se levantar? never.

* Ela não tem um pingo de estrelismo. É séria, mas acessível e muito gentil com todas as leitoras dela. Uma graça.

* A livraria dela é a descrição pura da livraria da Trilogia da Magia, das 3 irmãs, sabem qual é? Da ruiva…

* Ela é quase dona de toda a cidade. A livraria é dela, o hotel é dela, a loja de gifts, a pizzaria….sei lá…a mulher repaginou a cidade, que se mobiliza em prol dos eventos que ela promove.

* Ela escreveu a trilogia Inn Boonsboro , baseando-se 100% na estrutura e disposição de todas as lojinhas e tijolos daquela área. É o máximo. No livro os personagens comem na pizzaria Vesta. Eu comi lá. Delicious!

* Os quartos do hotel dela tem os nomes dos principais personagens de seus livros…santa pirikita acesa, Batman…alguém me mostre o caminho do Roarke, please….hahahahahahahah…

E é isso, gatas…foi uma emoção tremenda. Indescritível. Mentira…eu acabei de descrever…daaaaaa….mas vcs entenderam, certo?

Algo pra ficar marcado na minha história como um grande dia.

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Olha ela aí…coisa mais linda…cara! minha mão está ali no ombro dela!!! Hihhii

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A de rosa é a Robbie Kaye e a de preto é a maravilinda da Jennifer Prost, que escreveu uma série de livros chamados Marriage Bargain…

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Eu e Dea no meio da madrugada, chegando a um Dunkin Donuts…

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Aqui em um momento em que eu ainda estava acordada…hahahahah…só pra registro da foto, mesmo…depois eu capotei…

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Olha a nossa chegada na city! Eu tava feliz kinen cachorro quando coloca a cabeça pra fora do carro…hahahaha…ops….literalmente…

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A vista da avenida principal e a frente do hotel que fica praticamente de frente à livraria.

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Estão vendo ali atrás? A livraria da diva.

Chorei. Litros. Porque realizei um sonho que acredito que talvez eu nunca tivesse tido. Conhecer Nora Roberts ao vivo e em cores. AWESOME!!!!

E não preciso nem dizer que neste sonho fizeram parte, meu marido, que patrocinou meu sonho mirabolante, meus sogros e cunhados que curtiram a minha empolgação, meus filhos que ficaram orgulhosos da mami e minha família dada por Deus, os Gehrke Coelho. Que me levaram nesta aventura sem a menor hesitação. Simplesmente embarcaram no sonho junto comigo. E foi maravilhoso. Memória pra vida toda. Amo vcs. Do fundo do meu coração!!!

 

Bjuuu

quarta-feira, 25 de março de 2015

Divagações de Martinha

 

Cartilha Literária

Pra matar a saudade de teclar os dedos nervosamente aqui, eis que escolhi um assunto fabuloso. Livros. Oi? Errei. O Mundo literário e seus vastos horizontes. Sobre livros eu falo sempre, então não vale.

Estamos vivendo uma nova era literária. Um novo tempo. Novos ventos soprando forte, novas referências. Tendências e mais tendências surgindo como espinhas em peles adolescentes…É claro que meu foco se encontra no mundinho das escritoras de romance, okay?

Se você não considera o gênero Romance de Mulherzinha, como um gênero realmente, então não continue…porque eu só vou falar disso.

Okay…a moda é regida por tendências que surgem e ressurgem espontaneamente no mercado. O mesmo se aplica aos livros e seus diversos estilos narrativos.

Vejamos…florzinha, de bolso, capa dura, capa mole, paperback, brochura, Ya, NA, suspense, drama, históricos, contemporâneos, paranormal, sobrenatural e o escambáu…todos nós já nos deparamos com essas palavras chaves que definem nossos livros.

Daí a moda evolui de acordo com a tendência do momento. Tendência de livros de vampiros teen. Vampiros suculentos e trabalhados no couro. Narrativa em primeira pessoa, terceira pessoa e whatever. Romances adolescentes, juvenis, primaveris. Roqueiros tatuados, motociclistas selvagens, condes e lordes presunçosos. Dramas familiares, lutadores compulsivos e agressivos, mocinhas tímidas ou com passado sombrio. Pegação forte, delicada, pra lá de Marrakesh…

Então. Tudo vai ser desencadeado por tendência. Marcadores…lembrem-se dos marcadores. Antes e Depois de…algum escritor.

* J.K. Rowling é um marcador para a faixa etária de leitores compulsivos. Antes eram apenas as pessoas mais velhas que dedicavam seu tempo a um bom livro. Adolescente que era adolescente tinha ódio mortal por literatura. Até conhecerem o Harry, a Hermione e o bonitinho ruivo que esqueci o nome e agora estou com preguiça de procurar no google.

* Stephenie Meyer da Saga Crepúsculo ( Não adianta discordar…a mulher é um marcador). Milhares de jovens e nem tão jovens ( Eeeeu) completamente psicóticos pelos vampiros adolescentes brilhantes e a tapadinha garota deslocada.

* E.L. James . Ela é um marcador praticamente Marca Texto. Com cores brilhantes. Chamativas.

Uma marcou a faixa etária. Outra marcou um estilo. A terceira marcou um universo.

Como? A Primeira fez com que romances sobrenaturais e afins ganhassem notoriedade.

A Segunda reduziu a faixa etária dos personagens, trazendo uma luz brilhante sobre os adolescentes, fazendo com que o gênero Young Adult ganhasse uma projeção absurda.

Daí o sub Gênero New Adult, veio como marcador logo depois que os adolescentes deixavam de ser adolescentes e ficavam mais velhos…hummmm…

E aí veio o grande filão: a taradienha super hot que repaginou os teenagers danadinhos tacando gasolina no fogo. Explosão. BDSM ganhou projeção e o que teve de muléh pedindo uma chicotadinha carinhosa, ou afins, não está no gibi.

O gênero NA é o que mais mostra versões tendenciosas. Como citei ali acima:

Roqueiros, tatuados, sarados, machucados, dominadores, passado trágico, drama familiar, solitários e blablabla.

Tudo isso embutido em livros com tempero hot, mega chilli pepper ou light.

E aí vem a grande reclamação de muitos leitores. “Não aguento mais livro hot sem sentido”. “Não aguento mais livro hot, quero ler um florzinha.” “Cara…as histórias são sempre as mesmas…”

Gentem…existirão romances para seus leitores e leitores para vários romances. Tipo, espécie, cor, raça, categoria, gênero, subgênero, número de folhas, diagramação, capa e tchururu.

Não vai haver 100% de aceitação para cada livro por 100% de aceitação de cada leitor. Vai ter gente que vai amar livro hot e não vai enjoar nunca. Vai ter gente que nunca vai querer ler, ou sequer já tenha lido um livro hot. Ou histórico, ou sei lá.

Cara…tem gente que não conhece Nora Roberts de nunca ouvir falar. Tem gente que nunca leu, mas odeia. Tem gente que já leu e odiou. Tem gente que nunca leu, mas não sabe o que está perdendo. Tem gente que leu e é psico, louco ou surtado pelo que ela escreve ( Eeeeeuuuu ).

É assim…nosso universo literário permite que haja um movimento frenético de crescimento inigualável no mercado editorial brasileiro. São milhares de novas autoras que estão surgindo de diversas plataformas literárias, das mais diversas maneiras e jeitos.

E isso é lindo. Porque significa que vai ter livro pra todo mundo e vai ter leitor para cada autor. Vai ter escritor que vai se especializar em livros hot e vai vender muuuuuito, assim como este vai ter um séquito de leitores vorazes que se identificam com literatura no estilo. E por aí vai. E vejam que estou chamando de Literatura.

Não acredito em nenhum movimento cult mega crítico que queira detonar as autoras de livro hot, classificando seus livros como algo de outro mundo, que não o literário.

Vejam bem. Até mesmo nos hots existem subgêneros. Eu por exemplo, não consigo escrever um mega hot. Escrevo dentro dos parâmetros que meu rubor facial permite. Para alguns vai ser categorizado como “hot”, para outros como clichê, ou florzinha. Light, fofo, água com açúcar…seja o que for.

Alguns livros vão precisar de ventilador na potência máxima, outros de lencinhos e mais alguns de Rivotril…ou antidepressivo.

E sabe o que? gente…isso é lindo…porque só em você ter alguém dedicando um pouco do seu tempo para ler uma obra sua, é algo grandioso. Pense que ele poderia estar lendo um Nora Roberts, um Sylvia Day, um sei lá mais quem. Mas não. Aquele leitor parou e leu a tua obra e caraca! Ele gostou! Ou não, mas está totalmente dentro do seu direito.

O que digo é o seguinte: não generalize uma coisa sem ao menos conhecê-la. Fazer a opção em não ler determinado tipo de livro é super válido. Mas daí a detonar quem lê, é sacanagem. Mais sacanagem ainda detonar quem escreve.

Porque nossa mente é um campo vasto de ideias e as pessoas que conseguem colocar essas mesmas ideias num papel, e passar pela aprovação e crivo de vários leitores, já pode se considerar vitoriosa.

Histórias fantasiosas, nada realistas, clichês, vulgares, medonhas, sinistras, tocantes, dramáticas, intensas, delicadas, marcantes…cada livro, cada autor e cada leitor vai se identificar e ser feliz. Ou não. O que você precisa é se encontrar.

Posso dizer uma coisa que disse em uma divagação há anos atrás. Temos escritores aqui, nesta leva de ventos fluidos e campos verdejantes, que se equiparam perfeitamente e não deixam nada a desejar a autores internacionais. O que precisamos quebrar é o tabu de que autor nacional não vale o centavo que você gastaria num livro. Que não vale seu tempo e não merece sua atenção.

Com este pensamento, você, leitor, pode estar deixando de ganhar um autor “amigo”, deixando de ler uma obra cativante, deixando de conhecer alguém que se tornará um nome grandioso um dia. Deixando de ter tido a oportunidade de fazer parte da história daquele autor. Sabe a famosa história do “comprar o livro pela capa” ? Essa máxima vale também para a capa literalmente, além da história em si. Vai ter gente que vai amar uma capa xis e vai fazer questão de ler. Como vai ter gente que vai odiai e sequer vai dar uma chance de ler. Mas daí, existem as duas faces da mesma moeda. A capa linda pode muitas vezes camuflar um livro que você não curtiu. Ou a capa que você odiou pode muito bem estar “enfeiando” uma história que você iria gostar muito se lesse.

Pode parecer que estou falando de mim, mas na verdade falo de todas…toda a leva de autoras fantásticas que estão aí, pedindo para serem lidas, apreciadas, elogiadas, criticadas ( essa parte é foda…mas existe ).

Eu honestamente nem tenho pretensão de criar um “monstro” super hit como tia Stephie e Tia James. ( Queria o money que elas ganharam, mas nem sempre querer é poder…). Eu me contento em escrever algo prazeroso de se ler, algo divertido, algo leve, que possa tirar a mente do leitor ao menos um pouquinho, das agruras do dia a dia, trazendo um sorriso sonhador em seu rosto.

Quando consigo isso, quando alguém elogia meu livro, diz que amou o personagem, que amou a história, eu fico pra lá de feliz. Porque consegui aquilo ao que me propus: entretenimento. Seu e meu.

Leiam gente. Leiam sempre. Leiam muito. Ler não faz mal. Ler não ofende. Não gostou? fecha o livro e parte pra outro, porque livros hoje em dia, de romance, é kinen pacote de biscoito: acabou um, tem mais 18. Hahahahahahah…

Dedico este post a toooooodas aos autores mega blasters que existem no país. A todos os leitores mega ultra lindos que amam a literatura nacional e dão uma chance aos autores.

Vocês são lindos. Sério gente. E agora vou embora porque falei pacarái.

 

Bjuuu

sexta-feira, 6 de março de 2015

Divagações de Martinha

 

 

50 Tons de Óoooohhhh…

 

Então…conforme prometido, eis que volto aqui para divagar sobre o filme.

Ceeeeerto…tem gente que deve estar se contorcendo de ódio puro e incontrolável, à base de medicamentos pesados, para aguentar o baque que a franquia deu. Sim, pessoas….estou falando a tia Stephanie Meyer. Vejam bem…a pessoa ( Sra. James, agora…) surta e fica completamente psica pela saga crepúsculo, como muitos adolescentes e mulheres mais velhas, chamadas até então de Twilight Mommies.

Daí, a looooka, num momento surto, depois de assistir ao filme mais de 50 vezes, conhecer as falas de cor e salteado, sonhar acordada e dormindo com o Edward Cullen e seu jeito possessivo de ser, resolve escrever sua fanfic, colocando suas fantasias ouriçadas num Edward mais …digamos…assanhado e tchururu.

Lá se vai e cá se vem os 50 Tons. Que, muito espertamente, uma editora viu um fio de sucesso absoluto, já que o livro poderia catar uma grande parcela dos fãs consagrados da saga idolatrada. E eis que a profecia se cumpriu.

A Trilogia superou a líder. Tipo como …o discípulo superou o mestre.

A franquia foi vendida para o cinema por um preço muito mais alto do que a Saga Crepúsculo, as vendas dos livros superaram as vendas da tia Stephie e…Uouuuu…a bilheteria do filme arrebatou mais de 550 milhões de dólares e ainda foi recorde de público na estreia. Fruta que Caiu…acredito que tia Stephie deve ter ódio mortal da E L James. Que deve ter roído todas as unhas das mãos e dos pés, de tanto ódio e rancor. E eu no lugar dela estaria kinenzin.

E vou dizer porque. Porque a pessoa ( Sra. James), foi em cima de  um público já existente e aficionado por tudo que remetesse `a Saga Crepúsculo. Os Twilighters acabaram sendo atraídos como mariposas para a luz, quando Master of Universe começou a ser postado no blog da James. E honestamente? Isso pra mim foi uma tremenda sacanagem e falta de criatividade. Quero dizer…ela teve bastante criatividade…sexual…mas vcs me entendem? Não me matem, please!!! Só estou expondo minha opinião.

Quando eu divaguei pela primeira vez sobre os 50 Tons, eu intitulei o post como 50 Tons de semelhança. E juro que nem sabia que era uma fanfic do Crepúsculo, hein?

Mas muita coisa ali é muiiiiito igual. O que me mostra a falta de criatividade dela em manter basicamente os mesmos padrões. Resumindo: mocinha estabanada, morando numa cidade chuvosa, próxima a Seattle, onde os vampiros sempre davam um pulo, tímida e desconcertantemente ingênua. Virgem sapeca querendo praticar atos ilícitos. Com um pai meio distante, mas nem tanto. Com uma mãe avoada casada com um cara mais jovem. O marido da mãe chega até mesmo a quebrar a perna e eles não poderem ir à formatura da garota por conta disso. Mocinho mandão e possessivo. Atrai todos os olhares por onde passa, misterioso e lindo. Rico…pooooodre de rico. Adotado, com mais irmãos adotados por um casal de médicos ( Okay, a Esme não era doc…).

Mocinha com carro chumbado, mocinho querendo dar um carro top. Mocinho falando que “não é bom pra ela”, “que ela deveria ficar longe dele”, ele alegando que “não consigo ficar longe de você” e tchururu. Passeio voador, caminhadinha no bosque, amigo do peito latino e de sangue quente…e apaixonado pela mina.

Cara…são muitas as coisas. Intermináveis.

Daí…nem sei porque tava falando isso…ah! lembrei. Vou correr um certo risco de tomar pedrada ao expor minha opinião sobre o filme. O que aconteceu em todas as redes sociais do planeta. Ninguém podia expor sua opinião que tomava chumbada. Principalmente se fosse alegando que não curtiu o filme. Ou o lado mais xiita, detonando quem tinha ido assistir ao filme.

Pois bem. Assisti há 3 dias. Meu maridis foi comigo, porque em todas as tentativas de ir ao cine “kazamiga” acabou dando errado. Tanto que assisti quase um mês depois da estreia. E isso porque basicamente assisti ao filme ao longo de 2014 inteiro, com os teasers e spoilers e fotos e trailers e grupos que sempre estavam veiculando os babados das gravações e bastidores e pós produção e tchururu. Povo ninja. Descolavam informação que até hoje tô passada em como eles obtinham as ditas.

Tá. Voltando. O filme começa e lá pra frente, alguns minutos adiante, meu marido solta a pérola:

“Que bosta…o que eu tô fazendo aqui?” Eu respondo muito suavemente: “Shhh…fica quieto. Vc tá aqui pra garantir que não haverá qualquer suspiro ou manifestação da minha parte, quando o mocinho surgir”.

Filme vai…filme vem. Confesso que é meio constrangedor assistir com o maridis. Daí pra disfarçar o mal estar, eu ficava contando tudo pra ele. Ainda bem que só estávamos nós e um cara solitário beeeeem atrás da gente no cinema. Nós fomos assistir no meio da tarde. Daí o deserto árido de gritos enfurecidos e ensandecidos quando a bunda do Sr. Grey surge nas telas.

Meu digníssimo ficava assim: “cadê a R8 do cara? pelo menos queria ver isso. “ Daí eu falava: “calma criança…ele tem um milhão de carros.”

E perguntas vem e vão. Porque o nome Grey? o que tem a ver com cinza? De quê ele trabalha mesmo? o cinza é só por causa das gravatas? Porque ele gosta dessa bizarrice?

hahaahahahahha…mas uma coisa eu digo pra vcs. Meu marido ficou Pas-sa-do e amarrotado com a surra de cinto que ele deu nela. Chegou de noite em casa, ele deitado, futucando o celular…daí ele fala: “cara…tô chocado até agora com a surra que ele deu nela? Porque? Com que motivação? porque a garota aceitou aquilo? ele acabou com a autoestima dela, tentou mudar quem ela era, ele destruiu os sonhos dela de uma relação normal…porque dar uma surra? “

Yeap. Meu marido ficou chocado. No outro dia ele ainda estava falando disso.

E aí vão minhas opiniões sobre o movie.

Acho que Jamie Dornan ficou ótimo no papel. Deu realmente um tom sombrio e distante que o personagem tem. A cena da surra foi fabulosa do ponto de vista de interpretação porque ele conseguiu exprimir a sensação de prazer absoluto em estar infringindo dor à pobre bunda de Anastácia.

E aqui vai uma dica. Nunca fale Anastácia perto de uma garota americana ou uma amiga brasileira que mora nos USA há muito tempo ( Tô falando de tu, Andrea Gehrke). Não é ANASTÄCIA…. a pronúncia correta é ANASTEICHIA ( por favor, esta é apenas uma forma de verbalizar a pronúncia, não repita isto em casa.).Sacaram? Fica a dica. Vai falar com uma amiga gringa? Anasteichia.

Okay. Jamie foi muito legal. Gato, simpático quando queria, bruto na hora necessária e frio como o Sr. Grey. Ou a premissa de como o Sr. Christian Grey foi moldado para ser. Stalker. Por favor, quem disser que o Sr. Grey não é um perseguidor, está cego. Ele é um legítimo macho alfa stalker.

Vamos à Dakota. Da quota dela ( trocadilho filha da Pucca…mas foi original, admita ), acho que a interpretação foi muito melhor do que eu esperava. Superou minhas expectativas. Eu realmente estava ressabiada com a escolha da garota, mas enfim. Ela ganhou o papel, né? Não eu.

Okay. Meu marido achou ela bem Bella Swann mesmo. Com umas roupinhas esculachadas. Ele falava o tempo todo: “que baranguinha…”…hahahaha…até o cabelo ele reparou. Tipo: “isso é peruca?”…hahahah…vamos combinar que o cabelo dela está muito parecido com a peruca que a Kristen Stewart usou em Lua Nova, eu acho.

A garota tinha um sério problema de sensibilidade. Tipo…o Grey só ameaçava tirar a blusa dela e já vinha o suspiro orgásmico. Ele passava a mão na perna, e lá vinha o suspiro orgásmico. Ele tirava o tênis da menina e lá vinha o suspiro….orgásmico. Bundas à parte e pagação de peitinhos meio decaídos, o filme realmente não foi porn. Foi até light em vista de alguns seriados que vemos por aí.

Tenho que falar uma coisa. Em uma cena respectiva, qdo aparece rapidamente, pela lateral do corpo, o vértice da criatura, eu pude observar que os pelos pubianos da moça estavam um tanto quanto…hummm….como dizer…capim recém cortado, sabem cumé? Hahahahahahah…e só reparei porque estava olhando o Sr. Grey chegando na área. Desnecessário porém, a cena da cheirada na calcinha. Feia pra carái, duga-se de passagem. Pronto. Falei

Achei ótimo. Não houve cabeça afundada no vértice do prazer, nem chupação de neeples, com exceção do gelinho passando pela área…não houve nudez desnecessária, com exceção da bunda e do prenúncio do caminho do prazer do Grey…uiaaaa….

Acho que a diretora realmente tentou manter o clima mais clean e sexy do que pornográfico. Agora …houve muita carne junta demais. Tipo…pele com pele. Simulacro de ato sexual. EU NÃO QUERIA SER A ESPOSA DE JAMIE DORNAN. Vou fazer uma hashtag : #AmelieTamoJuntoNoCiúme. #ForçaAmelie. #VendaNosOlhosAmelie.

hahahaahahahha….embora ela não possa reclamar taaanto, porque enqto o ato do marido foi um lance interpretativo, ela teve um sex tape circulando na época em que era mulher do Colin Farrel. Yeap. Ela gosta de pegar uns irlandeses totosos. E a fita não é interpretando, hein? Eu não vi. Mas quem viu….hahahahahahha…

Interpretando ou não, eu não queria ser a esposa do cara ou ver as cenas. E meu marido disse que nuuuuunca deixaria eu ser atriz pra não correr o risco de executar uma performance como aquela. Hahahahah

O que mais? chega né? Acho que essa foi a divagação mais longa da minha carreira.

Resultado final:

Me surpreendi com o filme. Não achei apelativo. Correspondeu bem a um roteiro adaptado para cinema. Respeitou algumas premissas dos personagens. Caprichou na fotografia e no cenário. É. Deu pro gasto. Não me fez ficar viciada loucamente de querer assistir 20 vezes e até de madrugada, como na época de Crepúsculo ( eu assumo…sou uma crepusculete…).

Valeu o ingresso. E o riso com meu marido chocado até hoje. Hahahahahaha…

 

Bjuuuuu

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Divagações de Martinha

 

O mal súbito

Okay. Atendendo a mais um pedido solicitando uma divagação específica, cá estou eu para divagar sobre mais um assunto polêmico e um tanto quanto conturbado em nosso meio literário.

Vejam bem…os livros que lemos, desde os históricos aos contemporâneos, passando por todos os segmentos literários, apresentam uma situação peculiar e muito interessante. Os desmaios das mocinhas.

Vejam bem…quando desmaiamos, praticamente não percebemos que o evento vai ocorrer. Quando ele ocorre, ocorreu. Você acorda com alguém te abanando, meio desorientada e tchururu.

No entanto, as mocinhas dos nossos livros, normalmente quando vão desmaiar, conseguem de alguma forma, cair de maneira delicada e sutil, um lance cinematográfico e romântico. E quase sempre nos braços dos seus heróis.

É um quadro interessante se você parar pra perceber este detalhe. Elas nunca se estrebucham no chão. Elas sempre caem como folhas ao vento, planando e causando comoção.

Pois bem. Vamos lá à explicação plausível de zonzeira, tontura e desmaio ou síncope.

Uma tontura vem de maneira singular e praticamente a pessoa que a sente percebe o momento do mal estar. Dá tempo então de dar uns passinhos básicos para o lado, se achegar numa parede, ficar na reta de um sofá, ou se aproximar do objeto másculo que está ali ao alcance.

Os desmaios, síncopes ou mal súbito são coisas diferentes. Já ouviram fala”r na expressão “deu tilt” ? pra dizer que alguém está dando pane geral no sistema, rolou um curto circuito básico? entonces…o termo vem de um exame chamado Tilt Test, que classifica e diagnostica se a pessoa tem síncope ou não. Síncope é uma condição cardíaca, normalmente gerada por stress, que faz com que o cérebro, sempre muito inteligente, desligue seu sistema quando recebe uma baixa quantidade de oxigênio, por conta de uma má circulação sanguínea, fazendo com que a pessoa desfaleça e caia para que fique na posição horizontal, possibilitando assim que o sangue chegue aonde deveria chegar.

Okay. Hellooooo…o cérebro é espertalhão, mas nem tanto, caras amigas. Ele não permite que  suas sinapses articulem entre si e dialoguem : “oi querida…tudo bem? estou percebendo que vamos cair e você? “  “Nossa…também senti essa sensação…que tal colocarmos o corpo desta criatura que logo estará flácida bem diante daquele homem maravilhoso e com braços fortes? “.

Queridas…nananinanão. Isso não acontece. Então, num desmaio verdadeiro, a criatura não tem como saber se vai despencar como uma jaca podre, em um leito cheio de plumas.

Fora o fato de que o corpo quando perde os sentidos fica muito mais pesado do que o normal para uma pessoa segurar. Já ouviram falar em peso morto? Sinistro, né?

Acreditem em mim. Eu tenho síncope. Trato da maldita, porque já tive esse mal súbito e é uma bosta. Em um momento você está de pé, linda e leve comprando umas bijouxs de boa…no outro, você acorda no chão com dois rostos preocupados na tua frente, uma abanando e outra com água gotejando no rosto. E a pergunta que sempre me faço: Como eu caí? Tipo…caí linda e leve? ou despenquei como uma tonelada quase quebrando o chão?  Alguém segurou meu corpinho sexy ou eu vou receber uns hematomas mais tarde quando eles derem as caras?

E aí eu digo…as mocinhas literárias sempre dão a sorte de estarem ali…nos braços do ser amado. Eu vou ter que confessar que aaaaaamoooooo livros onde as mocinhas desmaiam de choque, surpresa, pânico, medo, tensão e etc. E quando elas desmaiam e logo em seguida descobrem que estão grávidas??? isso é lindo demais!!! Suuuper romântico. Porém, na íntegra? os desmaios nem sempre são sexies e líricos como os descritos em nossos livros maravilindos.

Já repararam nos desmaios? O que você achou? Você já desmaiou alguma vez na sua vida? Qual foi a sensação? 

Conta pra mim!!! Adoro catalogar essas coisas para divagações itinerantes!

 

Bjuuu

P.S. Não consegui encontrar nenhuma imagem clássica das mocinhas prestes a desmaiar. Sabe aquela em que a mocinha coloca a mão na testa e faz o “oh”? essa…hahahaha…

Mas consegui uma cena básica da atriz Marina Ruy Barbosa na novela Império. desmaiando ao ver o Comendador vivinho da silva.

desmaio

Oi? Boneca de pano total…hahahahah

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Divagações de Martinha

 

Mocinhas Fura-olho

 

Pois bem…o que significa este termo tão delicado que usei para o título deste post? Então…a maioria dos romances que lemos hoje em dia, mantem uma estatística altíssima de mocinha fura-olho. O que são estas mocinhas?

Explicação:

Lá está o mocinho do livro. Um cara gato, rico, poderoso, possessivo, forte, musculoso, sexy, atrevido, tarado e blablabla. Nosso mocinho adorável, na maioria das vezes, está em algum tipo de relacionamento estável ou não estável com alguma indivídua. Seja ela periguete ou não, ela estava ali na fila primeiro. Estava de boa, curtindo e apreciando a performance do camarada, tomando uns tocos, comparecendo a alguns jantares, ganhando algumas joias bacanas…

Daí, eis que chega, repentinamente,  uma mocinha dócil, fofa, gracinha, atrevidinha, apetitosa e cuti cuti. E? Ela é uma garota que não dá muita trela pro mocinho ( ótima tática, por sinal ) e deixa o pobre muitas vezes a ver navios…coitadinho…

O que acontece? Este indivíduo impertinente fica intrigado e passa a perseguir esta moçoila sorridente ou implicante. Meigas, bravas, dóceis, resmungonas, lindas e deslumbrantes ou patinhos feios, apaixonadas ou temerosas do amor…

O que todas estas mocinhas tem em comum? Elas furaram os olhos das “namoradas” do momento dos carinhas. Tipo…o cara tá lá no sabor do mês…tá curtindo ainda uma vybe…o cara é pegador, cata uma a cada dia, troca de mulher kinen troca de cueca. E o que acontece quando seus olhos batem na nossa mocinha? Ele cai de amores e fica obcecado pela preciosidade. E a peguete fica a ver navios. Assim…sem mais nem menos.

As nossas heroínas ou são malandras ou são redentoras de homens safados e vagabundos. De repente o mocinho já não quer sair mais com a outra dona lá, já não atende mais os telefones da namorada social, já sequer dá bola para outras turbinadas que passam à sua frente. Tudo o que ele quer é dar um créu na mocinha e matar a sede que ele sente. Arrancar a garota da sua pele. Tirar a mina da mente.

Nossas mocinhas são praticamente “cracks” humanos. Elas são craques em fisgar homens alheios e são tão viciantes que deixam os pobres coitados completamente derrubados de amor.

Olha. Isso não regra, mas é máxima. Se você analisar bem, em todos os romances os mocinhos estão semi-comprometidos com outras mulheres. Mas largam as sirigaitas ( coitadas…não necessariamente todas são vagabas aproveitadoras dos nossos ricos mocinhos milionários e zilhardários…heheheh).

Amigas. Seja em romances contemporâneos ou históricos, pare e observe este feito. O conde de não sei lá das quantas, ou duque de lalalá e whatever, sempre dá uns bicotes em alguma dama alheia, uma viúva safadenha, uma esposa “dama” que adora trair o marido ou simplesmente mantêm uma amante em alguma casinha de campo e tchururu. E olha que isso muitas vezes são relacionamentos longos e tal. Aí…a governanta chega toda necessitada de trabalho e o homem perde as estribeiras…despacha a madame ( amante da vez ) para o além, claro que enviando uma joia ou um parangolé bem gracioso…

Se estivermos falando dos mocinhos CEO’s da vida, empresários, astros de cinema ou do esporte, bombeiros fodásticos, policiais magnéticos, ex-mercenários musculosos…wha-te-ver ( nem sei se assim que se separa esta palavra gringa…). Eles dão um pé na bunda da peguete da vez e partem pra cima da mocinha.

E é óooooobvio que essas mocinhas vão ser odiadas com força. Porque elas acabaram com a zona de conforto das outras mulheres. Poxa…sacanagem….hahahahahahaha.

E é isso. Passem a observar. As nossas queridas sempre acabam com a festa da mulherada. Elas furam o olho no maior golpe clássico de todos os tempos. Elas fazem com que os mocinhos concentrem-se apenas nelas. E ninguém mais. E nossas mocinhas são possessivas. Muito possessivas. E dão mãozada quente na orelha das anteriores. Porque agora os caras tem dona. E nossas mocinhas são poderosas, porque os bofes nunca mais largarão suas amadas, tendo encontrado o amor verdadeiro e serão felizes para sempre….

Até que o próximo livro diga o contrário…claro.

 

Bjuuuuu

 

Bônus de Imagens.

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Aqui o pobre rapaz namora a Cheerleader da escola, mas de repente vê-se apaixonado pela novata cheia de problemas e misteriosa.

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Aqui a namorada anterior realmente percebeu que o seu gatieeeenho está em outra vybe.

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Aqui o patrão está apenas dando diretrizes para a nova secretária fabulosa que pintou no escritório, e a parceira ou sócia, ou sei lá o que, que sempre se enreda nos lençois com ele, percebe que há alguma coisa estranha no ar.

 

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Aqui o lindo pensa: “Céus…não consigo parar de pensar naquela garota…preciso arrancá-la do meu sistema…”

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Aqui o diálogo é assim:

“ – Olha aqui , garota! Eu estava aqui primeiro, entendeu? Eu sou sempre a sua companhia em eventos sociais e ele pode até estar interessando em você, mas eu sou sempre a matriz. Você não passa de uma filial.

- Se está tão segura de si, querida, porque apontar este dedo horroroso na minha cara? aliás, você precisa fazer as unhas…suas cutículas está horríveis…”

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Aqui ele pensa:

“Droga…estou me sentindo um cafajeste…estou com esta companhia fabulosa e que não me cobra nada, mas só consigo pensar na garota doce que serve o cafezinho no escritório…”

sábado, 24 de janeiro de 2015

Divagações de Martinha 2015!!!

 

 

Uhuuuuu!!!!

Voltei!!! Mas como? eu nem tinha ido…oxi…

Então…primeira divagação deste ano…foi-se o tempo em que eu divagava para vossotros em cada final de semana existente…o assunto esgotou, o tempo degringolou e cá estou eu…aos trancos e barrancos.

Pois bem…tenho na minha reta divagante 4 assuntos particulares, sendo que alguns destes me foram propostos a long time ago…e eu acabei dando uma enrolada suuuuper básica e ficou esquecido na minha mente.

Tome nota: Vou divagar sobre a Trilogia Thoughtless. Hornellita insistiu, insistiu e depois de mais de um ano de tanta insistência, eu acabei lendo e tendo um ódio mortal pela mocinha, depois um momento entendimento…até chegar ao final…

Vou divagar sobre os Psy-Changellings. Isso…acho que é a Cidoka que sempre me pediu pra divagar sobre eles…desde antes do início dos tempos, e eu relutei, relutei, mas enfim…catei os bofes pra ler. Como ainda não finalizei a série, esperemos.

Outro assunto importante que me foi pedido: o das mocinhas fura-olhos. Essa eu vou explicar no mais tardar quando a divagação vier à galope.

E hoje, estreando este momento nostálgico, vou falar sobre um assunto que me foi abordado na fanpage. É sério…eu não me lembro quem, porque aí é judiar da Martinha, mas sei que uma amiga pediu que eu divagasse sobre certas atitudes que nossas mocinhas épicas tomam em alguns livros.

Acredito piamente que o livro ao qual ela se referiu foi Anjo da Meia-Noite, da Lisa Kleypas. Entonces…lá, digo…no livro, claro…temos uma mocinha fugitiva…oriunda de uma terra distante e longínqua, rodeada por mistérios e bla bla bla…adoooooooro!  É o máximo isso! Enaltece a trama, deixa tudo mais bacana e numa nuance mexicana.

Okay. O mocinho, mais para um adorável ogro, desacata a querida de cara. Tipo…na maior deselegância. E vcs pensam que a mocinha dá um pira e se rebaixa? Claro que não…ela tem o sangue forte, quente e latente. Ela dá na cara dele…não literalmente, por favor.

O básico dos básicos. A mocinha misteriosa requer um cargo de governanta na casa do adorável lorde. Não me lembro qual título aristocrático ele ostentava…

Enfim…o viúvo tem uma filha, que precisa ser tutoriada e tchururu, aprender a lidar com a sociedade e saber se comportar com classe e tralalá. Por acaso eu falei que a mocinha é russa? Sério…amei esse detalhe…porque ela é oriunda dos czares e czarinas bacanas, cheios de joias parecidas com ovos fabergé, mescladas e maquiadas como aquelas fofoletes matrioskas. Hehehehehe…

Okay. A mina é exótica…eu disse EXÖTICA. Não erótica, por favor. Ela é sexy sem ser vulgar e tem atitude. Mas o que minha amiga me pediu que eu divagasse não foi sobre o livro em si, mas sobre uma determinada cena que acontece no livro e que se prolifera por vários outros tantos romances de época que lemos por aí.

Veja bem…que raios são esses que fazem com que a mocinha, resolva perder o sono e ir passear na biblioteca do dono da casa, logo depois da meia-noite? Hein? Hein? Alguém me explica??? Não há lógica neste parangolé.

Vamos aos fatos:

* A mocinha vive sob uma condição surreal onde ela é da realeza, mas está se fazendo de serviçal. Ou seja, ela está em outra vybe, em outra casa, em outra dimensão. Porque a bicha se sente tão à vontade pra perambular pela house?

* As casas e mansões antigas da Inglaterra, deviam ter um ar retrô e um aspecto meio sombrio e sinistro. Principalmente depois da meia-noite. Porque digo isto? porque imagine aquele tanto de madeira, tapetes e quadros sob a ótica da luz de velas? hã? imaginou? Pensou nas sombras que as chamas das velas poderiam fazer?

* Velas. Eis o ponto chave que gostaria de divagar. Você já tentou ler à luz de velas? Eu já. Certa vez estava eu lendo um romance maaaaara, histórico, claro, e acabou a luz. O que fiz eu? esperei que a bendita voltasse de boa? Claro que não. Peguei uma vela mocozada da minha mãe, acendi ali no quarto e fui tentar chegar ao final da história. Em tempos de ipad e tablets e kindles e kobos e Levs e whateviss…esse relato é pré-histórico. Mas aconteceu. Não pude aguentar. E vou dizer uma coisa. É horríiiiiiiivel ler com a iluminação das velas. A página fica amarelada, mas naaaada a ver com nossa página em papel pólen querido, que fazem a alegria das leitoras por cansar menos a vista que o papel branco.

* Okay. Quer ler? beleza…pega um livro, lady, e vá para o seu quarto, porque você nunca sabe quando o bonitão dono da casa pode querer aparecer para tomar um brandy pensando no próximo baile ao qual irá comparecer…nunca se sabe…

O que mais me chamou atenção e também da minha amiga sugestionadora, foi o fato de que vários livros trazem esta mesma situação. Mocinha + insônia + vela + biblioteca + lorde escondido = Beijo na boca no calor do momento e na escuridão da noite. Não escuridão completa, claro. A vela ainda estava acesa.

De romances de época o que tiro de lição é o seguinte:

Para ler devia ser um saco e uma droga. A acuidade visual devia ficar uma meeeerda na tentativa de ler o que estava escrito ali. E olha que não tinha nenhum romancezinhos hot desses nossos não…

But, como toda exceção tem uma regra, posso dizer que à luz das velas, as mocinhas deviam parecer fabulosas e gloriosas. Esplendorosas e glamorosas. Porque digo isso? porque a luz das velas produz um efeito devastadoramente lindo na pele das mulheres. Aquela luz amarelada, enaltece sombras e abafa pequenos defeitinhos, que estariam escancarados se estivessem sob uma potente luz de led. Juro…em tempos de ausência de corretivo e base, ficar sob uma luz que não mostra muito devia ser óoooooteeeeemo.

Fica a dica: jantar à luz de velas se quiser que o bofe querido não vislumbre aquela pequena espinha feladamãe que resolveu dar o ar da graça bem no dia do encontro. Hahahahahah

 

Bjuuuu

Enumerem aí romances onde vcs se lembrem que a mocinha foi dar uma liiiiiidaaaaa na biblioteca….sei…ela foi ler…aham…claro…hahahahahaha

lady e velasVelas

domingo, 7 de dezembro de 2014

Divagações de Martinha

 

Dúvidas que assolam, imagens que mentem

 

Okay….já estava com essa divagação há um certo tempo perturbando minha mente fértil. Vejam bem…foi uma coisa somada à outra. Uma dúvida que me corrói desde muito cedo e uma imagem formada em minha mente sempre que leio os livros que tanto amamos.

Primeiro deixe-me dar vazão à dúvida referida:

Pra quê será que serve aquela abertura no forro das nossas calcinhas? Você já parou para se perguntar isso ou investigar o lance?

E aí descubro uma merda pior ainda. Lá vou eu ao google procurar uma imagem para ilustra e coloco a palavra calcinha. E o que me sai? somente imagens daquela banda liiiiinda ( SQN) Calcinha Preta. O que? agora eles se apoderaram e patentearam a palavra calcinha, foi?

Ahhhh…não consegui achar nenhuma imagem para mostrar, mas basta que vc mesma olhe a sua peça íntima e perceba se ela tem um forro com uma abertura. Daí, vcs poderiam me fazer a gentileza de esclarecer para o que serve aquilo. Até hoje não sei…e me pergunto isso desde adolescente.

Daí…porque falo de calcinhas? Porque os livros são lindos e floreados. Tudo é maravilhoso. A lingerie da mocinha é sexy, o vestido de festa que ela usa sem sutiã e calcinha tb é sexy…hum hum…

Agora nos deparemos com a realidade de nós mesmas. Ou da maioria, talvez.

Você lê os books e viaja na cena. Uaaaau…que sexy. Coloquemos nos pratos limpos pois.

Vou colocar a Expectativa que os livros pintam e que os homens esperam. E logo em seguida vou colocar a realidade dos fatos. Atirem a primeira tecla aquelas que não concordarem comigo.

 

Lingerie

Expectativa                                                   Realidade

imagem 10imagem 11

 

Meia Calça

Expectativa                                             Realildade

Iamgem 7 meia calça

 

Camisolas

Expectativa                          Realidade

Imagem 6  camisola-sonhart

 

Pijamas

Expectativa                             Realidade

pijama sexypijama

 

Lingerie de Oncinha

Expectativa                                                Realidade

Imagem 4Imagem 3

 

Calcinha do Dia-a-Dia

Expectativa                                 Realidade

Imagem 5Imagem 9

 

Por Baixo do Vestido sexy de noite

Expectativa                                  Realidade

Imagem 8Imagem 2Imagem 1

 

Soutien por baixo de uma blusa sexy de seda

Expectativa                                                       Realidade

Suti de rendasuti 2

Okay….por aí vai muito mais coisa do que acredita a vã filosofia…

Cada livro é um mergulho maravilhoso na realidade e ficção das coisas e peças íntimas que usamos. Hahahaha…Eu acho que as autoras escrevem sobre uma realidade que elas gostariam que existisse. Um mundo ideal, uma calcinha ideal, um homem ideal…essas coisas…tipo bem fantasioso mesmo…

Porque amigas…eu sei que existem mulheres como as de Atenas que usam calcinhas fio dental como se estivessem usando uma camiseta comum…mas venhamos e convenhamos…eu prezo pelo conforto no dia a dia…

Aqui vai uma dica dos vários tipos de lingeries:

 

estilos de calcinhas

Yay!!! Eu tô ali no 2,3,4,5. Confesso que já usei o 1. Quando estava grávida e depois de grávida pra segurar os músculos abdominais teimosos que insistiam em estar flácidos.

 

Aqui vai apenas uma ilustração de certas coisas que não se deve fazer never:

 

calcinha-a-mostra

 

E aí? se divertiram??? se identificaram?

Bjuuuu